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“Os  am igos te saúdam. Saúda os amigos pelo seu nome” (3Jo 15);

“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus” (Tg 2.23);

“...tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.15);

“Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15:13)

“Assim falou; e depois disse-lhes:  Lázaro,  o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono... Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.” (Jo 11:11; 35-36) 

 

João Cassiano escreveu, no século 5, a seguinte versão para João 1: “No princípio era a Amizade; e no fim, o Amor. No princípio dois entes compartilharam um mesmo desejo; no fim, uma multidão compartilhou uma mesma realização”. E Complementa: “A amizade indissolúvel existe apenas no amor comum pela virtude, virtude que é o acordo de nosso ser relativo e temporário com o Ser Absoluto e Eterno”.

Poucas pessoas ensinam na Igreja o valor da Amizade. O amor nos relacionamentos se define como amizade. João Cassiano falava que amor, na prática, era a Amizade. Se o amor raramente é ensinado, calcule o que dizer da amizade?

 

Ed Rene fala da teia de relacionamentos, enfatizando que um pastor deveria ser, em essência, um homem especialista em relacionamentos.

 

Me parece que amizade não cabe na Igreja atual. Por que? Ensina-se a “doutrina certa”; então as pessoas classificam umas às outras pelo perfil. Sem o ensino correto do amor, as pessoas não se estruturam em cadeias de relacionamentos. Então quando aparece um “erro” ou um “defeito” de uma das partes, a outra parte “se escandaliza” e se afasta, ou suspeita do verdadeiro compromisso com Deus.

 

Um exemplo é um palavrão, ou uma música “do mundo”, ou um sinal de imoralidade, ver alguém bebendo um vinho ou coisa assim, ou mesmo a postura de amizade com pessoas “do mundo”. Coisas como essas fazem um crente se afastar de outro. Nesses casos o que seria o amor? Qual seria a postura correta de alguém que vê um irmão com “algo estranho”?

 

A Igreja evangélica é pródiga em deixar para trás seus feridos. Recente caso de pedofilia (que acompanhei) levou a todos atenderem o pastor envolvido, e ninguém sequer foi acompanhar a jovem vítima, e sua família. Estes se desviaram, e ninguém pergunta o porquê, mas é lógico que trata-se de um dos muitos casos de abandono de feridos.

 

Pois bem. Amar não é aceitar? Amar não é importar-se? Amar não é olhar a pessoa, e não seu pecado? Amar não é estender a mão, independente de como a pessoa esteja? Amar não é procurar compreender o porquê a pessoa está agindo assim? Amar não é deixar de lado o julgamento e oferecer acolhimento?

 

O Amor não é incondicional? Qual a condição que impomos às nossas amizades dentro da Igreja?

 

Sugestiono que muitos estejam inseguros de sua própria salvação; por isso não conseguem andar com pecadores – parecem ter medo de “caírem”...

 

Amizade é o amor da pessoa que anda junto com alguém. Este amor olha a pessoa e oferece o peito, o coração, o ombro, a palavra amiga, a mão para levantar.

 

Oferecer uma língua crítica com base em um dogma ou doutrina, além de não ser amor, cria um padrão de julgamento que inibe a liberdade, anula a sinceridade e afasta as pessoas. Pensar que alguém toda hora está me julgando me leva a distanciar-me mais e mais deste “amigo”.

 

...

 

O texto de 1Co 13 mostra o amor com características essencialmente relacionais. Fala de não se portar mal, de não pensar mal, não se irritar, tudo sofrer, suportar e esperar, dentre outras coisas. O amor valoriza a pessoa, muito mais que os bons comportamentos. O Pai do Filho Pródigo não deu sermão algum ao filho que voltava; ao contrário, acolheu e deu até uma festa.

 

 Enfim, entendo que o amor traduz-se, nos relacionamentos, em amizade leve e acolhedora. Uma Igreja de Amigos é a idéia de Deus. Como todos têm em si o Espírito Santo, inevitavelmente o Espírito fará a obra de edificação, onde cada pessoa transmite santidade e graça de Deus para mudança um do outro, de acordo com o amor existente entre eles.

 

Somos chamados a ser uma família de filhos semelhantes a Jesus, visando conhecer o Amor de Deus. E amor é expresso, nos relacionamentos, em amizade verdadeira e pura.

 

Ef 3.17-19: “...a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus”.


Escrito Sex, 09 de Setembro de 2011 19:55 por Nils Bergsten

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