Lendo o livro de Atos percebo o quanto estamos distantes da Palavra de Deus. Meu Deus !!!

Há muitas coisas a considerar naquele contexto histórico, entre elas talvez a mais contundente: a existência de um Império Unificador Totalitário. As noções de SENHOR e REINO são muito claras na mente de todos. Não há dificuldade de entender a expressão JESUS CRISTO É O SENHOR.

  • Pedro e João são simples e definidos. Não se exaltam, nem  valorizam o poder que neles opera, como se "algo extraordinário" neles estivesse;
  • A convicção sobre CRISTO RESSURRETO é tão forte que eles simplesmente parece terem perdido o medo da morte, imaginando que ressussitarão também...

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Palavras do mais influente líder evangelico brasileiro:

Caio declara:

Não existe nenhum grupo mais ególatra dentre todos os movimentos religiosos planetários do que o movimento evangélico. Isso por causa da semente dele – a semente é má, é de divisão. A semente original, de protesto contra a Igreja Católica, transformou-se numa semente de protesto existencial contra tudo. Essa divisão criou a ênfase no dogma doutrinário. Isso divide, qualquer que seja o desencontro, em qualquer nível na escala de valores. Falta tolerância naquilo que não tem significado para a salvação, no que não altera o DNA do Evangelho. Esse tipo de tolerância no olhar nunca existiu. O que se instituiu foi a prevalência do existencialismo espiritual, e esse não lida com as categorias objetivas de valor. E logo o chamado movimento protestante virou esse guarda-chuva evangélico, sob o qual cabem todas as coisas. Quando é que pode haver unidade e serviço ao próximo se, no meio evangélico a unção para nada serve senão para erigir egos? A unção do Espírito Santo deve redundar no amor, na compaixão, na misericórdia, no serviço – mas a “unção” que vemos aí só tem poder para criar lúciferes com purpurina na cara, que atuam em palcos com luzes. 

DEUS CHAMA E NÃO PEDE CHANCELA E AUTORIZAÇÃO DOS RELIGIOSOS

Gl 1.15-17: Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.

Paulo descreve aqui seu chamado.

  • Antes de nascer;
  • Por graça, não porque tenha sido bom ou feito algo para merecer isto;
  • Não para "fazer", mas para que Jesus SE REVELE NELE, Paulo;
  • Não pediu "permissão" a ninguém da religião vigente
  • Convocado para um tempo de revelação, de ajuste de seu entendimento espiritual

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INTRODUÇÃO

"A religião consiste na interrogativa de Deus e na resposta do homem. Se Deus não nos interroga, todas as nossas perguntas são vãs. A resposta dura um instante, mas o empenho continua".

(A. J. Heschel)


A interrogação da vida

Diante de uma pergunta, a atitude mais imediata e natural é a de procurar uma resposta. Não importa qual seja ela. O importante é que nos afaste o mais rapidamente possível da sensação de inquietação causada pela dúvida na qual nos encontramos.

Muitas vezes a pergunta perde o sentido e, com isso, se esvai a disponibilidade de nos deixarmos interpelar. As perguntas acabam por não mais nos interrogarmos.

 No entanto, o nascimento, o nosso corpo, os outros, a própria vida se apresentam a nós como perguntas diárias das quais não podemos fugir. Na pergunta, no fato mesmo de sermos interpelados, revela-se uma iniciativa que não depende de nós, mas que pede para ser reconhecida.

Responder à pergunta que a própria vida em si é significa, então, antes de tudo, deixar-se envolver por ela. O próprio viver não é outro senão um responder, um corresponder àquela iniciativa de que fomos quistos no mundo. E responder a tal iniciativa nos torna capazes de responder com ela.

É muito fácil confundir "pergunta" e "problema". Ambos nos colocam diante de uma interrogação. Mas são, na realidade, profundamente diversos.

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“Onde estás?”

 

"Então a mulher viu que a árvore dava bons frutos, agra¬dável aos olhos e desejável para adquirir sabedoria: pegou o fruto e o comeu, e o deu também ao marido, que estava com ela, e ele também o comeu. Então, os dois passaram a en¬xergar e perceberam que estavam nus; entrelaçaram folhas de figo e puseram à cintura. Em seguida ouviram o Senhor Deus que passeava no jardim à brisa do dia e o homem com sua mulher esconderam-se do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus o chamou e lhe disse: “Onde estás?” Respondeu o homem: "Ouvi teus passos no jardim e tive medo, porque estou nu, e me escondi" (Gn 3,6-10).

 

 

“Onde estás?” É a primeira pergunta que Deus faz ao homem na Bíblia. Deixar-se envolver por essa pergunta significa refletir sobre si mesmo, sobre a própria história. Significa colocar diante de si novos horizontes existenciais: que sentido tem a minha vida? Que valor têm os meus afetos? Que sentido têm as minhas alegrias e as minhas dores? Por que são aquilo que são?

 Mais que uma curiosidade de Deus, essa pergunta representa uma bússola para o homem de hoje, para o homem de sempre, para cada um de nós, empenhados que estamos na difícil arte de aprender a ser homem. Às vezes nos sentimos desorientados, incapazes de dar sentido àquilo que vivemos.

Abrir-se para essa pergunta de Deus nos dá a possibilidade de iluminar a "questão das questões". Aquela do sentido da vida humana sobre a terra. Enquanto o nosso tempo parece querer remover tal questão, o “Onde estás?” de Deus nos leva ao centro de nós mesmos. Aceitar essa pergunta de Deus nos desperta para a profunda necessidade de dar sentido ao nosso coração. Procurar entender "onde estamos" significa saber por que vivemos e para quem vivemos, quer dizer admitir que a nossa vida e as nossas experiências têm um objetivo.

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"Onde está Abel, teu irmão?"

 

"Adão uniu-se a Eva, sua mulher, a qual concebeu e deu à luz Caim e disse: "Obtive do Senhor um filho homem". Depois deu à luz o seu irmão Abel. Abel era pastor de ovelhas e Caim trabalhava no campo. Depois de um certo tempo Caim, em sacrifício, ofereceu ao Senhor frutos da terra; e Abel ofereceu ao Senhor os primogênitos mais gordos do seu rebanho. O Senhor se agradou de Abel pela sua oferta, mas não agradou se de Caim pela sua oferta. Com essa atitude do Senhor Caim ficou muito irritado e sua fisionomia abatida. O Senhor então lhe perguntou: "Por que estás irritado e abatido? Se agistes bem não deveras tê-lo como grande? Mas se não agiste bem, o pecado está à tua porta; o teu instinto está em tua direção, mas tu o dominarás". Caim disse ao seu irmão Abel: "Vamos ao campo!" E estando no campo, Caim levantou a mão contra o seu irmão Abel e o matou. Então o Senhor perguntou a Caim: "Onde está Abel, teu irmão?"Ele respondeu: "Não sei. Por acaso sou o guardião do meu irmão?". Respondeu: "Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão grita por mim. Então, que por muito tempo seja maldito o solo que, por obra da tua mão, recebeu o sangue do teu irmão. Quando trabalhares a terra, essa não mais te dará os seus frutos: errante e fugitivo serás sobre a terra". Disse Caim ao Senhor: é muito grande a minha culpa para obter o perdão? Então, me expulsas dessa terra e terei que me esconder longe de ti; eu serei errante e fugitivo na terra e qualquer um que me encontre poderá me matar". Mas o Senhor lhe disse: "Porém aquele que matar Caim sofrerá sete vezes a vingança!". O Senhor, então, pôs uma marca em Caim para que não fosse atingido por aquele que o encontrasse. Caim foi para longe do Senhor, habitou um. país do Norte, ao Oriente do Éden" (Gn 4,1-16).

 

 

A pergunta de Deus dirigida a Caim, "Onde está Abel, teu irmão?", está inserida em uma das descrições mais dramáticas de toda a Bíblia. Em menos de dez versículos do capítulo quarto de Gênesis, a bela notícia da fraternidade aqui descrita pela primeira vez na Bíblia, termina em um trágico fratricídio. Neste episódio se quer sublinhar a importância e, ao mesmo tempo, a dificuldade da comunicação sincera entre irmãos. A fraternidade, de fato, comporta sempre algumas diferenças.

Vejamos como o autor, com a sua narrativa, nos conduz até a pergunta de Deus.

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“Como te chamas?”

 

"Durante aquela noite Jacó levantou-se pegou as duas mulheres, as duas escravas, os seus onze filhos e passou o vau do Jaboc. Pegou-os, os fez passar a torrente e passou também todos os seus pertences. Jacó ficou só e um homem lutou com ele até o despontar da aurora. Vendo que não conseguia vencê-lo, o golpeou atingindo a articulação da coxa de Jacó deslocando-a, enquanto continuava a lutar com ele. Aquele disse: 'Deixa-me ir, porque despontou a aurora'. Jacó respondeu: 'Não te deixarei, se não me abençoares'. Perguntou-lhe: 'Como te chamas?'. Respondeu: 'Jacó'. Retomou 'Não te chamarás mais Jacó, mas Israel porque combateste com DEUS e com os homens e venceste!'. Jacó então lhe disse: 'Diz-me o teu nome?'. Respondeu-lhe: 'Por que me perguntas o nome?'. E aqui o abençoou. Então Jacó chamou aquele lugar a Fanuel porque disse, 'vi DEUS face a face, e a minha vida foi salva'. Despontava o sol, quando Jacó passou Fanuel e estava mancando. Por isso os israelitas, até hoje, não comem o nervo ciático, que está sobre a articulação da coxa, porque aquele golpeava a articulação da coxa de Jacó no nervo ciático" (Gn 32,23-33).

Pela tradição bíblica perguntar o nome de uma pessoa significa algo mais profundo que um simples pedido de informação sobre alguém.

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